
Galera,
Discussão e Ação.


Nós, do grupo estudantil Reconstruindo o Cotidiano acreditamos que, diferente da abordagem simplista que vem sendo feita pela mídia, o problema é bem mais antigo e bem mais profundo do que uma análise superficial faz parecer, e sua solução envolve bem mais que uma simples intervenção temporária nas fundações problemáticas e uma investigação por parte da justiça, precisamos de uma solução política e administrativa de caráter permanente! O problema não é apenas a corrupção individual, mas também a própria estrutura de gestão da universidade; pensando assim, precisamos de grandes mudanças, no sentido de realmente revolucionar o modo de gestão da universidade.
Estas fundações de caráter privado ditas "de apoio" representam na verdade uma privatização branca da universidade, arrecadam fundos utilizando o espaço físico e o material humano das universidades, usando do "marketing" do nome da universidade para que professores com dedicação que deveria ser exclusiva administrem projetos em sua maioria comprometidos com grandes empresas e não com o conjunto da sociedade, sem transparência e sem democracia.
Cabe ressaltar que todos esses problemas não surgiram por culpa de apenas uma pessoa, mas sim pelas mãos de um grupo político que está no poder na UnB a mais de 15 anos, grupo este que se sustenta pelos mais diversos meios de clientelismo e pela falta de democracia nos conselhos da universidade e nas eleições para a reitoria, que supervalorizam os professores, que detém 70% dos votos, em detrimento dos estudantes e dos funcionários, que somados, detêm os outros 30%, e principalmente, da sociedade em geral. É desta maneira que este grupo político construiu ao longo de vários anos este projeto de universidade sem democracia, sem transparência e com diversos problemas administrativos e financeiros.
Para a solução destes problemas, lutaremos:
GRUPO ESTUDANTIL RECONSTRUINDO O COTIDIANO
* Congresso Universitário: estância máxima decisória da universidade, em 1984 houve um que deliberou pela paridade na votação para reitor.
Eis aqui uma representação artística do magnífico reitor e seus assessores na UnB das maravilhas (eles querem que acreditemos que está tudo bem, tudo lindo...), qualquer semelhança com a realidade NÃO É mera coincidência:
Após quase meio século à frente do poder em Cuba e aos 81 anos de idade, o ditador Fidel Castro renunciou nesta terça-feira, dizendo que não aceitará cumprir um novo mandato na Presidência após a reunião do Parlamento cubano, prevista para domingo (24).
A renúncia abre caminho para que seu irmão, Raúl Castro, 76, implemente reformas no país. Ele assumiu interinamente o poder depois que Fidel adoeceu, em 31 de julho de 2006.
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| Após 49 anos à frente do poder, ditador cubano Fidel Castro renuncia ao cargo por "falta de condições físicas" para continuar |
"Meu desejo sempre foi cumprir minhas tarefas até o meu último suspiro", escreveu Fidel em uma carta publicada nesta terça-feira no site na internet do jornal "Granma". "No entanto, seria uma traição à minha consciência assumir uma responsabilidade que exige mobilidade e e dedicação que não estou em condições físicas de cumprir", escreveu o ditador cubano.
"com a autoridade e a experiência para garantir plenamente a sua substituição". Na carta, ele diz que não retornará à Presidência do país e que seu irmão Raúl será o novo presidente.
Fidel cedeu temporariamente o poder ao irmão depois de passar por uma cirurgia intestinal. Desde então, ele não foi mais visto em público, aparecendo apenas esporadicamente em fotos e gravações oficiais, e publicando artigos sobre várias questões internacionais.
Na carta, ele afirmou ainda que não participará da reunião da Assembléia Nacional, no próximo dia 24, para escolher os 31 membros do Conselho de Estado (Poder Executivo).
Fidel continuará como membro do Parlamento, mas não será mais o presidente do órgão.
A mulher de Raúl Castro, Vilma Espin, manteve sua cadeira no Conselho no ano passado até a sua morte, mesmo estando, durante meses muito doente para comparecer às reuniões.
Reunião
A nova Assembléia Nacional, eleita no fim de Janeiro, tem até 45 dias para escolher o chefe do governo do país.
Desde 1976, Fidel vinha sendo eleito e ratificado em todas as eleições, que se realizam a cada cinco anos.
No último sábado (16), Fidel havia aumentado a expectativa sobre sua decisão ao anunciar que "na próxima reflexão, abordarei um tema de interesse de muitos compatriotas".
Em mensagens que escreveu em dezembro, Fidel afirmou que não se apega ao poder, não obstrui as novas gerações e expressou seu apoio a Raúl, que desatou a ansiedade da população ao anunciar "mudanças" para enfrentar os graves problemas do país e ao criticar o "excesso de proibições".
Raúl desperta esperanças de mudanças econômicas que melhorem o cotidiano dos cubanos, e analistas dizem que a transferência formal do cargo lhe daria força para implementar tais reformas.
Era Fidel
Castro assumiu o poder em Cuba em 1959, e transformou o país em um Estado comunista.
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Durante os 49 anos à frente do poder, ele sobreviveu a tentativas de assassinato e a uma invasão da ilha apoiada pela CIA [inteligência americana]. Dez administrações americanas tentaram derrubá-lo. A mais famosa tentativa foi a invasão da Baía dos Porcos, em 1961.
Os partidários de Fidel o admiravam pela habilidade de garantir alto nível nos serviços de educação e saúde para os cidadãos, embora permanecesse independente dos EUA. Já seus opositores o chamavam de ditador cujo governo totalitário negava as liberdades civis.
Em 16 de abril de 1961, Fidel declarou sua revolução socialista. Um dia depois, ele derrotou a tentativa de invasão da Baía dos Porcos, apoiada pela CIA.
Os EUA embargaram a economia de Cuba, e a inteligência americana planejou matá-lo.
A hostilidade chegou ao seu auge em 1962, com a crise em torno dos mísseis cubanos.
Com o colapso da ex-União Soviética, a Cuba entrou em crise econômica, mas se recuperou durante a década de 90, com o boom do turismo.
EUA
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou nesta terça-feira que a renúncia de Fidel Castro "deve ser o começo da transição democrática em Cuba".
"A comunidade internacional deveria trabalhar com o povo cubano para começar a construir instituições para a democracia", disse Bush na entrevista coletiva que ofereceu em Kigali, capital de Ruanda. O presidente americano está em uma viagem por vários países da África.
"Eventualmente, esta transição deveria acabar em eleições livres e justas", disse.
Bush visitou em Ruanda um memorial das vítimas do genocídio no país em 1994, quando 800 mil pessoas foram mortas, sobretudo membros da etnia tutsi.

Os Promotores de Justiça da Promotoria de Tutela das Fundações e Entidades de Interesse Social Ricardo Antonio Souza e Gladaniel Palmeira prestaram esclarecimentos sobre a ação de destituição dos dirigentes da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 23 de janeiro. Os dirigentes da entidade são acusados de superfaturar contratos e utilizar de forma irregular o patrimônio da fundação. Além da Finatec, são réus na ação os professores Antônio Manoel Dias, Nelson Martin, Carlos Alberto Bezerra, Guilherme Sales e André Pacheco.
Segundo os Promotores, desde 1999 as contas da Finatec não são aprovadas pelo Ministério Público. Em investigação realizada nos últimos meses, a Promotoria constatou uma série de desvios de finalidades nos contratos executados pela Fundação. Em 2008, a previsão é de que a entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo promover o desenvolvimento científico, movimente cerca de 100 milhões de reais. Deste total, apenas 750 mil reais estão previstos para editais de fomento à pesquisa.
Em um dos contratos celebrados entre a Finatec e a Fundação da Universidade de Brasília (FUB), por meio do Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe), foi constatada uma "sobra de recursos" de mais de 24 milhões de reais, apesar de o valor do contrato ser de 21 milhões de reais. O contrato está em desacordo com a Lei nº 8.958, de 1994, que dispõe sobre a relação entre as Instituições Federais de Ensino Superior e as fundações de apoio à pesquisa científica e tecnológica.
O Ministério Público também apurou, que os principais cargos da instituição são ocupados por professores da UnB, contratados pela Universidade em regime de dedicação exclusiva e que não poderiam, portanto, exercer funções de direção na Finatec. Em alguns casos, esses professores recebiam salários exorbitantes e utilizavam os recursos da entidade em benefício próprio. Os Promotores citaram ainda contratos firmados sem licitação entre a Finatec e prefeituras de São Paulo e Recife. No caso de SP, cerca de 12 milhões de reais teriam sido gastos em contratos de consultoria.
Além disso, as notas fiscais da Fundação demonstram custos de obras que nem começaram a ser realizadas. Um dos maiores gastos de recursos da parceria entre FUB e Finatec foi usado para mobiliar e reformar apartamento funcional da UnB destinado ao reitor da Universidade, Thimothy Mulholland. Foram gastos mais de 470 mil reais no imóvel, localizado na Asa Norte.
A ação foi encaminhada à 6ª Vara Cível e, além da destituição dos administradores, solicita a nomeação de um administrador provisório e a contratação de auditoria para apurar a real situação econômica, patrimonial e financeira da Finatec.


